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Documentário “A Maravilha do Século” conta a história do “Monge de Ipanema”

Documentário “A Maravilha do Século” conta a história do “Monge de Ipanema”

Documentário “A Maravilha do Século” conta a história do “Monge de Ipanema”

Na última quinta-feira (28), a Câmara Municipal de Iperó foi palco da apresentação do documentário “A Maravilha do Século”, filme produzido e dirigido por Márcia Paraíso. Contando a história das trajetórias realizadas, nas Américas do século 19, pelo italiano Giovanni Maria Agostini, homem que ficou conhecido, em todos lugares por onde passou, como profeta, monge e santo, o evento foi prestigiado por grande público e contou com a presença de representantes municipais.

O documentário reúne relatos entre os adeptos de Agostini e apresenta provas materiais de sua passagem pelas Américas (Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e ainda no México, Peru, Cuba, Estados Unidos e Itália), até a sua lápide em um cemitério no Novo México, EUA.

Em Iperó, Giovanni Maria Agostini ficou conhecido como o “monge de Ipanema”, apelido dado pela sua breve estadia no município, onde se alocou em uma gruta, conhecida atualmente como a “Gruta do Monge” ou “Pedra Santa”, localizada no morro da Floresta Nacional Ipanema.

Em 20 março de 2015, o monge foi homenageado com um busto de bronze que está exposto ao público na sede da Floresta Nacional de Ipanema e que reforça a importância de sua passagem pela área em meados do século 19.

Curiosidade

Giovanni Maria de Agostini nasceu em Piemonte, na Itália, em 1801. Assumiu votos de castidade e pobreza, tornando-se um eremita. Agostini percorreu a Europa e a América improvisando moradia em grutas ou cavernas, com a missão de salvar almas através da pregação do Evangelho, qual tinha grande conhecimento.

O monge vestia hábito religioso, calçava sandálias rústicas, carregava uma Bíblia, medalhas de Nossa Senhora e um cajado. Ele utilizava linguagem forte, gestos, falava sobre o fim do mundo, a condenação ao luxo e avareza, e pregava a salvação da alma.

Agostini foi artesão e fabricava rosários e crucifixos de madeira, para trocar por alimentos ou dinheiro para prosseguir a peregrinação. Sabia das combinações de ervas, raízes, folhas e água para uso medicinal. Receitava chás e preparava remédios.

O eremita se dedicava a penitências, meditações e orações. Ganhou fama de santo e muitas pessoas o procuravam em busca de cura. Em torno dele há diversas lendas e mistérios até hoje.

Apesar de bastante respeitado em todos os lugares que percorreu, o “monge de Ipanema” acabou assassinado em Mesilla, região de Las Cruces, em abril de 1869. Diversas investigações foram feitas, mas o autor do crime nunca foi encontrado.