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Educação física com criatividade e novos esportes conquista os alunos da Escola Roque

Educação física com criatividade e novos esportes conquista os alunos da Escola Roque

“Sempre gostei de trazer novas ideias para as aulas de educação física.” É assim que a professora Luciane Cristina Nunes Cardoso, da Escola Municipal “Professor Roque Ayres de Oliveira”, em Bacaetava, inicia a conversa sobre a diversificação que tem realizado nas suas aulas. Com o auxílio do programa Impulsiona Educação Esportiva foi possível agregar mais conhecimento às práticas desenvolvidas e conciliar com as novas habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Esse trabalho começou na escola no ano passado com o uso da peteca. Desde o fim do ano, quando a professora conheceu o programa Impulsiona, passou a integrar outras modalidades esportivas, como o beach tenis, o frescobol, o badminton, o tênis de mesa, o tênis e o squash. Modalidades mais conhecidas, como o futebol, o voleibol e o basquete também são trabalhadas nas aulas. Além de aprender sobre cada esporte, os estudantes confeccionam os próprios materiais para o uso nas aulas.

As atividades são desenvolvidas com 287 alunos de 4 a 14 anos. Os estudantes se dedicam desde a criação dos materiais, até o uso em cada prática esportiva. E além de receberem orientações sobre a elaboração dos materiais e a importância do suporte de um adulto, os alunos aprendem sobre as características de cada esporte, o que contribui também para a interdisciplinaridade.

“Trago para a escola cada novo curso oferecido pela plataforma. Durante as aulas converso com os alunos e a gente discute sobre o que será feito. Eles pesquisam e colocam em prática. Aprendem a conviver em grupo e respeitar a opinião dos outros. Tudo isso ajuda a trabalhar com outras habilidades. O esporte não se resume apenas a habilidades motoras. Há também as habilidades cognitivas e socioemocionais que contribuem para o desenvolvimento integral de cada um. E o planejamento das aulas sempre leva em consideração os quatro pilares da educação: aprender a fazer, aprender a ser, aprender a conhecer e aprender a conviver”, comentou Luciane.

“Às vezes os alunos acham que educação física não precisa de teoria. Mas normalmente fazemos leituras, assistimos vídeos e apresentações. Assim eles já se acostumaram com essa proposta das aulas. Procuro mostrar a importância do conhecimento e falo para eles, brincando, que os neurônios também precisam se exercitar. O maior desafio é o Ensino Fundamental II, a transição de criança para adolescente. É uma faixa etária mais difícil de agradar. E o programa tem ajudado nessa etapa também. Os alunos são muito ativos e consigo estimular a motivação neles. Com isso, me motivo também. E independentemente do ambiente, sempre há alternativas para desenvolver as atividades. Basta querer fazer”, finalizou a professora.

“Eu gosto muito das aulas, pois a gente faz bastante coisa diferente, elabora os materiais, como raquetes e instrumentos, e aprende muito sobre novos esportes”, disse o aluno Fernando Augusto Xavier dos Santos, de 10 anos, do quinto ano.

Também do quinto ano, a aluna Júlia Reis, de 11 anos, destaca o uso da criatividade durante as aulas. “Isso é muito bom para o nosso desenvolvimento e aprendemos mais conforme fazemos as atividades. Está sendo uma experiência muito legal. Gosto bastante dos novos esportes e tudo isso nos traz um conhecimento maior.”

“É muito gratificante ter na rede de ensino professores que buscam estratégias diferenciadas para aprimorar a sua prática pedagógica. Percebemos isso no trabalho desenvolvido pela professora Luciane, que tem a BNCC como norteadora e o programa Impulsiona como apoio. Todo o planejamento é elaborado de acordo com as expectativas de ensino, aprendizagem de sua área de conhecimento e adaptado à realidade dos alunos. Com isso, tem alcançado resultados bastante significativos”, destacou a secretária de Educação, Cultura e Esportes.

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