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Museu da Cachaça completa 100 anos

Museu da Cachaça completa 100 anos

Escondido entre árvores centenárias, no coração do bairro Bacaetava, se encontra Museu da Cachaça. O prédio histórico, construído no início do século e concluído no ano de 1915, há exatos 100 anos, guarda histórias e patrimônios inimagináveis.

O local foi o primeiro prédio a receber luz elétrica. Foi também o primeiro cartório da cidade e o local em que funcionou o primeiro telefone público – ainda à manivela. Um patrimônio arquitetônico raro e precioso, conhecido nacionalmente como Museu da Cachaça, que hoje se identifica como Casarão do Emilio.

O aposentado Emilio José Guazzelli, foi um grande colecionador que conseguiu reunir, desde de seus 19 anos, verdadeiras e raras preciosidades da bebida genuinamente brasileira com um acervo de mais de 5 mil marcas de cachaça, tanto nacionais quanto internacionais, além de produzir cachaças artesanais, rotular e cuidadosamente armazenar em seu casarão.

Emílio faleceu em 2010 e, desde então, o local deixou de funcionar. Mas quando ainda estava em atividade, recebia milhares de visitantes de todo Brasil e chegou receber uma comitiva da China, lembrou Nanci Pereira Guazzelli, viúva de Emilio.

“Dá saudade do movimento que havia por aqui, já passaram muitas equipes de reportagens, já cedemos a parte coberta de nosso quintal que é amplo para que visitantes pudessem confraternizar”, disse Nanci e logo conclui. “Após a morte de meu marido, decidimos fechar, não sou mais jovem, não possuo mais o pique e é muito trabalhoso, os parentes se ofereceram para ajudar mas decidimos por fechar”.

Além de todas belezas descritas, outros detalhes também chamam a atenção: uma calçada feita de cimento e moedas raras brasileiras e de outros países mostra o reaproveitamento de materiais, abelhas jataí têm sua casa esculpida em madeira, um jardim esconde raridades botânicas, a horta, feita com técnicas naturais exalam cheiros exóticos.