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Retirada dos vagões é tema de apresentação em Minas Gerais

Retirada dos vagões é tema de apresentação em Minas Gerais

Três anos após a retirada dos mais de 320 vagões do pátio de Iperó, numa guerra judicial travada entre a Prefeitura e a ALL, o tema se transformou em pauta novamente. Dessa vez, no “XIII Congresso Nacional de Meio Ambiente”, realizado em Poços de Caldas (Minas Gerais) nos dias 22 e 23 de setembro. O trabalho foi apresentado por um grupo de alunas da Universidade de Sorocaba (UNISO) que estão concluindo o curso de Engenharia Ambiental.

Integram o grupo a iperoense Andressa Corrêa Leite, junto com Beatriz Isabella da Silva Pereira, Maria Caroline Alves de Almeida e Juliana de Carvalho Pedroso Silva. Foram inscritos dois artigos referentes à retirada dos vagões: um com o eixo temático “Saúde, Segurança e Meio Ambiente” (abordando o que aconteceu com a população dos bairros no entorno e a possível contaminação do solo) e o outro no eixo “Legislação e Direito Ambiental” (abordando toda a questão jurídica do caso). A professora Débora Zumkeller Sabonaro, que foi orientadora do grupo, é co-autora dos artigos.

Andressa conta que sempre quis fazer um trabalho com tema envolvendo Iperó e o livro “A Guerra dos Vagões” contribuiu para escolher esse assunto. “É uma história que tem muita importância para todos os iperoenses. Além da alegria e orgulho que senti em representar Iperó em outro Estado, sinto a gratidão pelo reconhecimento e apoio da Prefeitura, do secretário de Meio Rural, Ambiente e Turismo e dos autores do livro, pois nas diversas vezes em que precisei sempre estiveram prontos para me ajudar.

“Foram mais de 35 anos convivendo com os vagões abandonados”, lembra o prefeito. “O cemitério de vagões trazia diversos riscos à segurança e à saúde da população, além de muitos transtornos. Foi uma vitória de todos os iperoenses. É motivo de orgulho ver que essa história continua ecoando por todo o país através de trabalhos como esses que foram apresentados agora em Minas Gerais. Mais orgulho ainda por ter uma iperoense nesse grupo de estudos”, destacou o prefeito.

As alunas concluem a graduação em dezembro de 2016 e devem apresentar o trabalho completo para uma banca formada por professores da UNISO. Ainda de acordo com a pesquisa, elas afirmam que por mais permanente que pareça o mal, ele não dura para sempre. “E quando há pessoas engajadas e preocupadas com a população e o meio ambiente, como neste caso, o mal dura menos ainda”, finalizaram.

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